segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Sexo marcado



- Vamos transar?
- Agora?
- Pode ser depois da sua aula. Tenho uma reunião agora que só vai acabar às vinte e duas. Passo na sua casa, te pego e vamos para minha assistir a um filme. Ok?
Esse breve diálogo pelo whatsapp foi o suficiente para me fazer viajar durante a aula. Já não tinha mais cabeça para História do Rádio. E meu único pensamento girava em torno da minha curiosidade de vê-lo totalmente sem roupa.
Enquanto minha aula não acabava ele me bombardeava com mensagens displicentes. E aquilo me excitava de tal maneira que não conseguia disfarçar o sorriso nos lábios. Até que o professor perguntou qual era a graça e eu disse que era apenas meu bom humor.
Finalmente, eram dez da noite e minha aula terminou. Corri para casa para um banho rápido e logo chegou outro torpedo me avisando para eu estar pronta em meia hora que a reunião já havia acabado. Arrumei-me depressa. O lingerie escolhido era cor gelo com tule. Adorava os detalhes. Me excitava enquanto me vestia, sempre. Ainda que o cara não ligasse para o que eu vestia, aquilo me fazia sentir mais mulher, aumentava minha autoestima e fazia com que eu me sentisse bem. Escolhi uma roupa simples porque sempre fui adepta do “surpreenda-se”. Gostava quando o cara não dava nada por mim e quando o sexo acabava ele se mostrasse impressionado.
Sempre fui assim. Gostava de roupas simples, um visual bem clean, do tipo que não chama atenção de cara. Só fui pra cama com caras que eu realmente achava que valia a pena investir. Tinha que me chamar atenção, e só então eu procurava despertar interesse neles.
Foi assim com o Adrian. O conheci numa festa, ficamos no fim da noite e só. Acabou aí. Algum tempo depois ele mudou-se para o mesmo campus onde eu fazia faculdade e então nos reencontramos. Sempre quis transar com ele. Nunca tive oportunidade. De repente lá estava ele, solteiro de novo.
Entrei no carro, dei um beijo no rosto, perto da orelha e sentei, fingindo uma naturalidade e uma tranquilidade que na verdade não existia. Estava vestida com um jeans folgado, que não agradou muito a primeira vista. Para completar o look, havaianas. Ele passou a maior parte do tempo calado até que chegamos a sua casa. Abri a geladeira, peguei uma cerveja e perguntei qual seria o filme. Ele me deixou escolher. Não me lembro de qual era, pra mim não fazia diferença. Enquanto assistia eu comecei a deslizar a mão de lado, pela sua barriga até chegar onde eu realmente queria. Desabotoei a calça, abri o zíper, comecei a masturba-lo.  
Me olhando com cara de espanto ele olhou bem pro meu jeans, como quem se pergunta o porque de uma mulher marcar de transar e usar calças! Essa era minha deixa. Me levantei do sofá, e fiquei em pé, diante dele. Tirei a blusa e fui devagar desabotoando a calça e abrindo o zíper. Tirei a calça e, de lingerie somente, ajoelhei na sua frente e tirei sua calça, a camisa, a cueca. Ele me olhava como quem não conseguia acreditar.
Cerveja era algo que me aquecia. Na verdade, eu sou sempre quente. Mas um alcoolzinho na cabeça fazia a diferença para mim. Melhorava meu desempenho. Enquanto eu chupava eu olhava para ele que também me olhava e aquele contato visual era impagável. Eu caprichava ainda mais.
Quando senti que ele estava no seu clímax eu parei. Sentei no seu colo, de costas e desabotoei meu sutiã, depois me levantei de forma sensual e tirei minha calcinha, mantendo as pernas retas, arrebitando o bumbum na sua cara. Então virei de frente e me sentei, fazendo o encaixe perfeito das minhas pernas, sentei deliciosamente no seu pau. Mexia os quadris como quem dançava. Me levantava o máximo possível até a ponta do pênis e me sentava de novo. Enquanto fazia um movimento de vai e vem sem me levantar, apenas para frente e para trás eu comecei a beijar seu pescoço e arranhar suas costas. E eu chamava, eu sussurrava no seu ouvido tudo que ele queria ouvir. E nada me dava mais prazer que o sentir estremecer. Eu me estremecia sentindo seu dedo no meu clitóris. Eu queria que aquele momento não acabasse porque o meu prazer parecia não ter fim. Eu segurava meu orgasmo, fazia movimentos de pompoarismo e fazia senti-los. Ele parecia louco! E eu mais ainda. Eu me levantei e voltei a chupá-lo, sabia que ele ia gostar dessas interrupções. ele então me puxou e de pé me encaixou no seu quadril, minhas pernas contornaram sua barriga e ele me sentou no mármore do banheiro. E metia, forte. Eu achei que não ia aguentar. Eu não aguentei, aquela posição atingia em cheio meu ponto G. líquido escorrendo pela minha perna, pelo mármore, chegando no armário embaixo da pia. Minhas pernas tremiam e eu sorria. Me ver daquele jeito, entregue, foi o suficiente para ele gozar. Essa foi uma das melhores e mais inusitadas transas da minha vida.
Cansados os dois, fomos para o chuveiro tomar um banho. E começamos tudo de novo. Uma história para outra página de diário.

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