quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Um belo jantar



Eu havia decidido que naquele dia ia fazer algo diferente. Uma fantasia pra sair um pouco da rotina. Tanto tempo de namoro, tanto tempo sem uma gozada boa, que eu achei melhor investigar pra ver se conseguia descobrir algum desejo dele para tentar satisfazer. No entanto, por mais diretas e indiretas que dei, não consegui arrancar nada. Resolvi então que seria básica e “tradicional”. Nunca gostei de me fantasiar de marinheira, colegial e o escambau. Gostava do cara que tivesse tesão em mim, em mim e em minhas lingeries, ponto. Sabia que sua cor preferida era branca. Apostei nisso para compor o personagem. Ele chegaria de viagem às vinte horas, eu tinha, portanto, três horas para resolver tudo.
Preparei o jantar, comprei o vinho. Fiz seu prato predileto. Tomei um longo banho, como se quisesse sentir cada parte do meu corpo. Comecei o ritual. Me hidratei e comecei a me vestir demoradamente. Depois da calcinha fio, o próximo passo era abotoar o espartilho. Eu me desejava naquele momento, me olhando para o espelho. Sentia ainda mais desejo quando pensava em qual seria sua reação. Calcei as meias delicadamente, e então abotoei a cinta liga.
Tudo pronto. Destranquei a porta, deixei-a entreaberta. Quando ouvi passos, acendi as velas, desliguei a luz e me sentei em cima da mesa de jantar. Ele chegou e no corredor já me chamava. Eu o mandei entrar. Foi tomado por um estado de excitação e surpresa que não conseguiu dizer uma só palavra. Quem disse foi eu:
- Me coma.
Pelos seus olhos consegui perceber como ele se deliciava com aquela brincadeira. Ele então se sentou na cadeira, se posicionou enquanto eu me deitava sobre a mesa e apoiava os pés nas suas coxas. Eu era o jantar e a sobremesa. Delicadamente foi tirando minhas meias e quando terminou de me despir começou a lamber meu corpo nu.  E, por cima do meu relevo, me olhava, me comia com os olhos, deslizando as mãos na minha pele totalmente sensível. Era um teatro cujas cenas eu nunca esqueci. O prato principal acompanhado de uma bebida ímpar que escorria pelas minhas pernas. Meus seios macios, meus mamilos enrijecidos condenavam minha total falta de pudor. E o desejo crescente, ardente, me consumia, me conduzia.  
Ele então se levantou, despiu-se e me penetrou. Matando sua fome, ele me concedia todos os meus desejos. E meu sexo abria seus olhos, te fazia animal. E eu abusava. E eu te enterrava. E dizendo o que ele gostava de ouvir empurrei-o beijando seu pescoço. Desci da mesa, me ajoelhei aos seus pés e comecei a chupar, devagar, acariciando suas bolas. Esse foi o clímax. Comecei a aumentar a velocidade e a pressão, depois soltei delicadamente enquanto lambia e beijava a virilha. E quanto mais eu sentia sua excitação, mais eu me molhava. Foi então que ele me puxou e eu me encaixei em cima dele, na cadeira. Minhas pernas estavam bambas, e eu parecia não aguentar mais. Gozamos juntos. Eu pela terceira vez.
Finalmente, éramos pó. Recompostos, jantamos e tomamos um vinho. Extasiados.

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